domingo, 8 de junho de 2014

MOVIMENTO POVO DE SANTO OCUPA BRASÍLIA

O Coletivo de Estudos e Diálogo Inter-religioso CEDIR é solidário a este movimento, repudiando todo e qualquer ato de intolerância religiosa, proselitismo e fundamentalismo religioso.
Enquanto as autoridades tratarem a violência oriunda de preconceito religioso como um delito menor, veremos esses assassinatos impunes. O mais grave é que este tipo de crime não consta sequer das estatísticas.
Mas estamos atentos.
E acreditamos, acima de tudo, que o mal não poderá jamais vencer o bem.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

O CANDOMBLÉ QUE EU ACREDITO

Desconheço a autoria, mas compartilho com todos a essência do que seja o Candomblé, visto por um adepto. E se isso tudo o que está aqui não pode ser considerado, ainda, religião, eu não consigo entender o que é ligar-se ao Sagrado. 

O CANDOMBLÉ QUE EU ACREDITO 



O Candomblé que eu acredito é aquele construído por todos, espaço e tempo de continuar...

O Candomblé que eu acredito abomina a feitiçaria, o topa tudo por dinheiro, o materialismo desenfreado...

O Candomblé que eu acredito tem no Òrìsà o início, o fim e o meio, último e único recurso...

O Candomblé que eu acredito é o das velhas e negras senhoras, de fé inabalável e sabedoria que brota das raízes...

O Candomblé que eu acredito adora árvores como deuses, e tem na vida seu bem supremo...

O Candomblé que eu acredito é aquele onde o rechilieu não suplanta valores e onde não se substitui a forma pelo conteúdo...

O Candomblé que eu acredito resistiu à escravidão, ao porrete da polícia, a marginalização e demonização sempre lhe imputada...

O Candomblé que eu acredito se faz no dia-a-dia, na convivência, na tolerância com o irmão, na humildade, e numa infinita paciência consigo e com os outros...

O Candomblé que eu acredito não é um modismo, um suvenir, algo descartável que jogamos fora quando não nos serve mais...

O Candomblé que eu acredito não é um show de estética extravagante, circo dos incautos, mas um ritual de celebração a vida...

O Candomblé que eu acredito é uma experiência vivida de amor pleno ao Deus Pai e Mãe, dentro e fora de nós...."

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Martin Niemöller e Eduardo Alves da Costa



Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.

Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.

Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

Martin Niemöller - 1933 - Símbolo da resistência aos nazistas.



No caminho com Maiakovski
(Eduardo Alves da Costa)

Na primeira noite, eles se aproximam
e roubam uma flor
de nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.
__________________
O poema de Eduardo Costa guarda semelhança com o do pastor Martin Niemöller e com a poesia de Maiakovski, que inspirou Costa. Os dois, excelentes, nos lembram para manter aceso o sentimento de indignação e nunca se acomodar.

domingo, 25 de maio de 2014

Símbolo do CEDIR é o Adinkra MPATAPO, o nó da reconciliação e da paz

         


                    Os Adinkra são ideogramas que compõem um antigo sistema de escrita dos povos akan, da África ocidental (atual República de Gana, Togo e parte da Costa do Marfim). Os mais de 80 símbolos desse conjunto epistemológico transmitem aspectos da história, da filosofia e dos valores socioculturais dos povos africanos. Cada símbolo está associado a um provérbio ou ditado específico, enraizado na experiência dos akan. O conjunto desses símbolos, chamados adinkra, formam um sistema de preservação e transmissão dos valores acumulados pelos akan.




Esse conjunto de símbolos representam ideias expressas em provérbios. O adinkra é um entre vários sistemas de escrita africanos, fato que contraria a noção de que o conhecimento africano se resuma apenas à oralidade. Na verdade, a grafia nasce na África com os hieróglifos egípcios e seus antecessores. Diversos outros sistemas de escrita percorrem a história africana em todo o continente.


              Além da representação grafada, os símbolos adinkra são estampados em tecidos e adereços, esculpidos em madeira ou em peças de ferro para pesar ouro. Muitas vezes eles são associados com a realeza, identificando linhagens ou soberanos. O gwa, ou assento real, um banco esculpido, representa a soberania da nação ashante. Em muitos casos a imagem esculpida no gwa é a de um adinkra. Assim, o conceito de escrita expande-se para além da noção ocidental restrita apenas à letra grafada



sábado, 22 de março de 2014


Fé Bahá'í

Fé Bahá'í


A Fé Bahá'í é uma religião mundial independente, com suas próprias leis e escrituras sagradas, surgida na antiga Pérsia (atual Irã) em 1844. 

Foi fundada por Bahá’u’lláh, título de Mirzá Husayn Ali (1817-1892), e não possui dogmas, rituais, clero ou sacerdócio. 

Com aproximadamente 6 milhões de adeptos, é a segunda religião mais difundida no mundo, superada apenas pelo Cristianismo, conforme afirma a Enciclopédia Britânica. Os bahá’ís residem em mais de 170 países do mundo, em praticamente todos os territórios e ilhas do globo. 

De acordo com os Escritos da Fé Bahá'í, o Convênio é um pacto entre Deus e a humanidade, previsto em cada revelação. Seu objetivo é tanto de garantir melhorias no mundo humano, prolongando os ensinamentos da religião, como evitar que uma nova revelação seja rejeitada pela humanidade no momento de seu surgimento. Assim, o Convênio é o acordo para que a humanidade reconheça o Manifestante de Deus para sua época, assim como o próximo Manifestante que surgirá na época seguinte.

Acreditamos que o Convênio de Deus com a humanidade chegou ao seu ápice atual com a revelação de Bahá'u'lláh, quando Ele estabelece o Convênio de maneira tanto conceitual quanto formal e define os meios para que não haja divisões da religião. Seguindo os Escritos, a força deste Convênio é explicitada por Bahá'u'lláh quando diz que este é "o Dia que não será seguido pela noite".

Neste aspecto, o que antes dera origem a divisões nas religiões anteriores, como no Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, e até mesmo na Fé Babí, não pode mais se tornar causa de divisão na Fé Bahá'í. Essas divisões são comumente conhecidas como seitas; porém, as seitas não são a única maneira em que as religiões são alteradas ou corrompidas de seu aspecto original. A Casa Universal de Justiça reforça esse conceito dizendo: "A Fé Bahá'í não deixou de ter homens ambiciosos que tentaram se apossar das rédeas da autoridade e deturpar a Fé para seus próprios fins, porém sempre se despedaçaram e destituíram suas esperanças na rocha do Convênio."

            A Revelação de Bahá'u'lláh é vasta. Seus ensinamentos estão reunidos em milhares de volumes, escritos tanto em Árabe quanto em Persa, e posteriormente traduzidos para os idiomas ocidentais por Shoghi Effendi, o Guardião da Fé Bahá'í. 

Na Fé Bahá'í não existe clero ou autoridade individual. O conselho administrativo internacional bahá'í é chamado de Casa Universal de Justiça. Trata-se de um corpo composto de nove membros eleitos a cada cinco anos pelos membros dos conselhos administrativos nacionais (Assembleias Espirituais Nacionais) de todo o mundo. Sua Sede permanente está localizada no Centro Mundial Bahá'í em Haifa, Israel.

O Brasil possui atualmente seis Conselhos Regionais Bahá'ís. Eles têm a função de auxiliar no desenvolvimento das ações de ensino da Fé e fortalecimento das comunidades locais nas regiões pelas quais são responsáveis, participando dos processos de planejamento das agências (incluindo os braços regionais do Instituto Ruhi de Capacitação e os Comitês de Ensino de Área) e realizando o acompanhamento ombro-a-ombro das Assembleias Locais. 

(Adaptado de textos disponíveis no sítio www.bahai.org.br)